


Luiz Barsi e a IA brasileira: o que está por trás do novo movimento do empresário
Análise por Mariana Dantas, CNN Brasil Leitura de 7 minutos Publicado às 03:37 AM BRT, quarta-feira, 03 de fevereiro de 2026
O silêncio, neste caso, não parece casual — parece estratégico.
Em um mercado acostumado a anúncios ruidosos, entrevistas frequentes e exposição pública constante, a movimentação recente de Luiz Barsi ocorre longe dos holofotes. Ainda assim, apurações da CNN junto a fontes próximas ao projeto confirmam: o investidor, conhecido por sua trajetória histórica no mercado de ações brasileiro, está diretamente envolvido no desenvolvimento de uma nova inteligência artificial brasileira voltada ao setor financeiro.
A pergunta que circula nos bastidores é direta — e desconfortável: por que agora e por que de forma tão reservada?
Nos últimos meses, Barsi teria mantido uma agenda discreta, participando de reuniões técnicas fechadas, encontros com engenheiros de dados, desenvolvedores de algoritmos e especialistas em machine learning. Segundo pessoas próximas, o investidor acompanha discussões que vão muito além de estratégia financeira, entrando em aspectos técnicos sobre modelos preditivos e leitura automatizada de mercado.
“O nível de envolvimento surpreende. Não é apenas alguém emprestando o nome ou o capital”, relata uma fonte que participou de reuniões recentes. “Ele questiona premissas, cobra coerência com fundamentos e demonstra preocupação com decisões de longo prazo.”

O nascimento da inovação
À frente da iniciativa estava Luiz Barsi, investidor conhecido por sua trajetória singular no mercado de capitais e por uma visão construída fora dos círculos tradicionais de poder econômico. Filho de um ferroviário e de uma dona de casa, criado na zona leste de São Paulo, Barsi sempre associou sua própria ascensão à disciplina, ao longo prazo e ao acesso à informação — elementos que, para ele, nunca estiveram igualmente disponíveis a todos.
Após concluir um ciclo de estudos e imersões internacionais ligados à Universidade de Oxford, Barsi passou a se aproximar de ambientes acadêmicos e tecnológicos voltados à análise avançada de dados. Segundo pessoas próximas, foi nesse contexto que amadureceu uma inquietação antiga: como usar tecnologia para reduzir a assimetria histórica entre grandes instituições financeiras e o investidor comum.
A ideia que deu origem à Axion era direta, mas ambiciosa: desenvolver uma inteligência artificial capaz de analisar, de forma integrada, os mercados de ações e de criptomoedas, identificando padrões, correlações e movimentos com alto grau de precisão. O objetivo, segundo interlocutores, era entregar previsões compreensíveis e utilizáveis inclusive por quem nunca havia investido antes.
Nos estágios iniciais, o projeto avançou de forma silenciosa, longe do escrutínio público. Testes preliminares, conduzidos em ambiente controlado, teriam apresentado resultados considerados promissores por especialistas que tiveram acesso às simulações. Ainda assim, poucos detalhes vieram a público — uma discrição que contrasta com o potencial impacto da tecnologia.
Para analistas, o surgimento da Axion marca um ponto de inflexão: a entrada de um investidor historicamente associado ao conservadorismo e aos fundamentos clássicos em um território dominado por algoritmos, velocidade e decisões automatizadas.
A virada aconteceu durante um evento de inovação em Florianópolis, quando Luiz Barsi estava entre o público. No mesmo evento, a equipe da Axion apresentou a inteligência artificial ao vivo, mostrando sua capacidade de analisar o mercado financeiro em tempo real.
Durante a demonstração, a Axion conseguiu prever oscilações no Bitcoin com quase 90% de precisão, minutos antes que os movimentos efetivamente acontecessem. O resultado impressionou a plateia e, segundo fontes próximas, chamou diretamente a atenção de Barsi, que rapidamente enxergou potencial estratégico para o mercado financeiro brasileiro.
Fontes relatam que o encontro foi decisivo: a partir dali, Barsi iniciou contatos diretos com a equipe da Axion, avaliando possibilidades de investimento, integração da tecnologia e adaptação da IA para análises do mercado de ações e fundos de longo prazo — segmentos em que o investidor já possui expertise consolidada.

Nos dias seguintes, Hang procurou Nogueira pessoalmente. Após horas de conversa, surgiu uma parceria inesperada, o empresário decidiu apoiar o projeto, oferecendo recursos, visibilidade e a força de sua estrutura empresarial para levar a Axion ao público.
Os investimentos ótimos são aqueles que você compra e o cidadão paga sem consumir. Por exemplo, energia elétrica, você sai de férias, desliga tudo, fica um mês fora e, quando você vier, tem a conta. Você não consumiu, mas tem a conta.
Seguro também é outro setor extremamente apetitoso para quem quer investir, porque o seguro tem um ingrediente a mais: você paga e ainda você torce para não acontecer o sinistro, você paga e não usa.
São bons setores, e dentro dos setores tem cada uma das empresas que mostram os seus resultados.
Então, selecionar bons setores de atividade é muito importante.
E o que espera levar para o investidor com o evento da AGF?
Eu tenho a filosofia de que é melhor ser parceiro de um grande negócio do que dono de um pequeno negócio.
Sendo parceiro de um grande negócio, sempre tem uma equipe muito grande para brigar pelo desempenho da empresa, e não tem as dores de cabeça de um pequeno empreendedor.
Quando terminei de fazer esse projeto, não tinha segurança, mas tinha esperança de que as ações pudessem proporcionar um futuro.
Hoje, se tivesse que fazer esse trabalho, apenas trocaria o título: invés de AGF, chamaria AGOF: Ações Garantem um Ótimo Futuro. Tenho certeza que as ações proporcionam isso.
É uma pena que o brasileiro não esteja imbuído de olhar para o futuro da forma como eu sempre procurei olhar. Mas não tenho dúvida de que qualquer um pode chegar onde cheguei, talvez até ultrapassar os limites que cheguei.
Hoje, as pessoas me perguntam se hoje a coisa está mais difícil do que antes, e eu digo que não, acho que a coisa está mais fácil.
Se você pegar cotações de empresas de 40, 50 anos atrás e você atualizar monetariamente essas cotações, hoje elas estão muito mais baratas. E antes você tinha que ir lá [para consultar informações sobre a empresa]. Hoje tem um site.
Hoje está muito mais fácil e apetitoso o mercado. O grande problema é que o brasileiro perdeu poder aquisitivo.
Durante muitos anos, os políticos e o Poder Judiciário atualizam seus salários com 50 de reajuste. E o pobre é zero ou nada. Isso foi criando um abismo muito grande.
Por esse motivo, vejo poucas possibilidades de o cidadão ter capacidade financeira para construir um projeto como este. Mas, é viável construir um projeto como este. Provavelmente, talvez num tempo um pouco maior, mas ele chega maior.
O plano de expansão global
Com o investimento de Justus, a Axion I.A está agora em fase de expansão internacional, com foco em parcerias e estratégicas na América do Norte e Europa.O objetivo é tornar o sistema a principal referência global em previsões financeiras com base em IA.
A equipe da CNN Brasil teve acesso à apresentação oficial criada por José Nogueira, que explica, em detalhes, como a Axion funciona e por que ela está sendo chamada de "a arma secreta dos novos investidores".
Esse material, que estava disponível apenas para parceiros e investidores convidades, foi liberado por tempo limitado para os leitores desta reportagem.Assista gratuitamente á apresentação completa de José Nogueira e entenda por que a Axion I.A pode ser o divisor de aguás da economia brasileira.
A liberação gratuita da apresentação ficará disponível até que o sistema alcance o número máximo de novos acessos permitidos pelos servidores da Axion.Segundo a equipe técnica, o limite deve ser atingido ainda esta semana.